O show do dia 31 de julho de 2011 foi um dos melhores que eu assisti na vida. Nem quando eu tinha a ilusão de um moleque de 18 anos, eu conseguia curtir os shows tanto assim, e isso tem mérito. Cheguei no pavilhão e decidi sentar na arquibancada, confortávelmente, porque não tenho mais a resistência de outrora, e não agüento ficar em pé por quase seis horas, que foi o que aquilo durou.
O primeiro grupo foi Saxon, que eu acho que é um grupo bastante infravalorado no mundo heavy metal. Qualquer pessoa que entender disso mais do que eu entendo, pode não concordar comigo, mas é a impressão que eu tenho. Basta reparar na quantidade de gente eles atraem aos shows: eu já vi o Saxon tocar numa pequena discoteca, onde não cabem nem 1.500 pessoas... em se tratando do Judas Priest, é impossível até mesmo pensar nisso. E se bem que tudo depende de gostos, a música do Saxon é tão boa quanto a do Judas Priest.
Mas como eu ia dizendo: Saxon fez um show muito, mas muito bom mesmo. Eu vi que os membros do grupo tinham muita vontade de agradar, e o que dizer do frontman, Biff Byford. Um craque! Ele até aprendeu algumas palavras em castelhano, inclusive palavras de baixo calão para referir-se a certos predicados masculinos quando o público não berrava tão alto como ele queria. "O que foi, Bilbao? Vocês não têm grandes co...?". Esse cara anima até funeral...
"Heavy metal thunder", "And the band played on", "Crusader", "Denim and leather", "Princess of the night"... não faltou nenhuma das músicas mais clássicas deles, e se bem que eu senti falta de algumas das minhas músicas prediletas (por exemplo, "Solid ball of rock"), adorei a atuação deles, que pra mim foi nota "A".
Depois foi a vez do Motorhead, talvez o grupo que eu gostei menos. Não por causa da música (essa eu gosto sim), mas por causa do volume, alto demais. No fim dos 60 minutos do Motorhead, eu achava que minha cabeça ia explodir! Além disso, eles estiveram um bocadinho "frios", o que pode até ser o jeito deles sobre um cenário, mas eu tive a impressão que isso contagiou o público, que se excetuarmos os incondicionais, só se animou bem no finalzinho, quando o grupo tocou "Ace of spades".
Bem no começo, o cantor Lemmy Kilminster, com essa voz que faz com que pareça que ao invés de saliva ele tem aguardente, cumprimentou: "Good evening, Balboa"! E reparou logo no próprio erro, e disse: "I mean, Bilbao"! HAHAHAHA. Eu perdoo todos os erros desse cara!
E em terceiro e último lugar: JUDAS PRIEST! Os indiscutíveis protagonistas da noite. No momento de escrever essas palavras, faz vários minutos que estou pensando no jeito de explicar o que a gente viu, mas não consigo. Em uma palavra, foi APOTEÓSICO. Começando pelo cenário: uma decoração espetacular, um sistema de iluminação mais espetacular ainda, com "lasers" de várias cores que apontavam em todas direções, fogo, fumaça... e uns músicos que, à idade deles, parece mentira que eles ainda tenham tanta energia. Ao longo do show, houve uma coisa que eu nunca tinha visto: antes de tocar cada uma das músicas, uma imagem relacionada com o disco no qual essa música está incluida, aparecia numa tela. E o cantor, Rob Halford, dava uma pequena explicação sobre a tal música. Também gostei disso.
A cumplicidade com o público foi absoluta. Tocaram a maioria das músicas clássicas deles: "Metal Gods", "Hell bent for leather", "Breaking the law", "Electric eye", "The sentinel", "Turbo lover", "Painkiller"... e também algumas músicas bem mais recentes, para terminar o show com duas "bombas" como "You've got another thing coming" e "Living after midnight". Ao longo dos 40 anos de existência do grupo, eles lógicamente escreveram tantas músicas que sempre haverá quem sinta falta de alguma delas. Eu mesmo, por exemplo. Tomara que eles tivessem tocado "Ram it down" ou "Leather rebel", mas eu sei muito bem que é impossível satisfazer todo mundo. Não faz mal, eu continuo pensando que o show foi perfeito e... nota 10 para os deuses do metal, "Metal Gods", e grupo preferido do amigo Rubén. Um grande final para a carreira deles, sem dúvida. Judas Priest, nós sempre adoraremos vocês!
O primeiro grupo foi Saxon, que eu acho que é um grupo bastante infravalorado no mundo heavy metal. Qualquer pessoa que entender disso mais do que eu entendo, pode não concordar comigo, mas é a impressão que eu tenho. Basta reparar na quantidade de gente eles atraem aos shows: eu já vi o Saxon tocar numa pequena discoteca, onde não cabem nem 1.500 pessoas... em se tratando do Judas Priest, é impossível até mesmo pensar nisso. E se bem que tudo depende de gostos, a música do Saxon é tão boa quanto a do Judas Priest.
Mas como eu ia dizendo: Saxon fez um show muito, mas muito bom mesmo. Eu vi que os membros do grupo tinham muita vontade de agradar, e o que dizer do frontman, Biff Byford. Um craque! Ele até aprendeu algumas palavras em castelhano, inclusive palavras de baixo calão para referir-se a certos predicados masculinos quando o público não berrava tão alto como ele queria. "O que foi, Bilbao? Vocês não têm grandes co...?". Esse cara anima até funeral...
"Heavy metal thunder", "And the band played on", "Crusader", "Denim and leather", "Princess of the night"... não faltou nenhuma das músicas mais clássicas deles, e se bem que eu senti falta de algumas das minhas músicas prediletas (por exemplo, "Solid ball of rock"), adorei a atuação deles, que pra mim foi nota "A".
Depois foi a vez do Motorhead, talvez o grupo que eu gostei menos. Não por causa da música (essa eu gosto sim), mas por causa do volume, alto demais. No fim dos 60 minutos do Motorhead, eu achava que minha cabeça ia explodir! Além disso, eles estiveram um bocadinho "frios", o que pode até ser o jeito deles sobre um cenário, mas eu tive a impressão que isso contagiou o público, que se excetuarmos os incondicionais, só se animou bem no finalzinho, quando o grupo tocou "Ace of spades".
Bem no começo, o cantor Lemmy Kilminster, com essa voz que faz com que pareça que ao invés de saliva ele tem aguardente, cumprimentou: "Good evening, Balboa"! E reparou logo no próprio erro, e disse: "I mean, Bilbao"! HAHAHAHA. Eu perdoo todos os erros desse cara!
E em terceiro e último lugar: JUDAS PRIEST! Os indiscutíveis protagonistas da noite. No momento de escrever essas palavras, faz vários minutos que estou pensando no jeito de explicar o que a gente viu, mas não consigo. Em uma palavra, foi APOTEÓSICO. Começando pelo cenário: uma decoração espetacular, um sistema de iluminação mais espetacular ainda, com "lasers" de várias cores que apontavam em todas direções, fogo, fumaça... e uns músicos que, à idade deles, parece mentira que eles ainda tenham tanta energia. Ao longo do show, houve uma coisa que eu nunca tinha visto: antes de tocar cada uma das músicas, uma imagem relacionada com o disco no qual essa música está incluida, aparecia numa tela. E o cantor, Rob Halford, dava uma pequena explicação sobre a tal música. Também gostei disso.
A cumplicidade com o público foi absoluta. Tocaram a maioria das músicas clássicas deles: "Metal Gods", "Hell bent for leather", "Breaking the law", "Electric eye", "The sentinel", "Turbo lover", "Painkiller"... e também algumas músicas bem mais recentes, para terminar o show com duas "bombas" como "You've got another thing coming" e "Living after midnight". Ao longo dos 40 anos de existência do grupo, eles lógicamente escreveram tantas músicas que sempre haverá quem sinta falta de alguma delas. Eu mesmo, por exemplo. Tomara que eles tivessem tocado "Ram it down" ou "Leather rebel", mas eu sei muito bem que é impossível satisfazer todo mundo. Não faz mal, eu continuo pensando que o show foi perfeito e... nota 10 para os deuses do metal, "Metal Gods", e grupo preferido do amigo Rubén. Um grande final para a carreira deles, sem dúvida. Judas Priest, nós sempre adoraremos vocês!

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