terça-feira, 2 de agosto de 2011

Saxon, Motorhead, Judas Priest


O show do dia 31 de julho de 2011 foi um dos melhores que eu assisti na vida. Nem quando eu tinha a ilusão de um moleque de 18 anos, eu conseguia curtir os shows tanto assim, e isso tem mérito. Cheguei no pavilhão e decidi sentar na arquibancada, confortávelmente, porque não tenho mais a resistência de outrora, e não agüento ficar em pé por quase seis horas, que foi o que aquilo durou.

O primeiro grupo foi Saxon, que eu acho que é um grupo bastante infravalorado no mundo heavy metal. Qualquer pessoa que entender disso mais do que eu entendo, pode não concordar comigo, mas é a impressão que eu tenho. Basta reparar na quantidade de gente eles atraem aos shows: eu já vi o Saxon tocar numa pequena discoteca, onde não cabem nem 1.500 pessoas... em se tratando do Judas Priest, é impossível até mesmo pensar nisso. E se bem que tudo depende de gostos, a música do Saxon é tão boa quanto a do Judas Priest.

Mas como eu ia dizendo: Saxon fez um show muito, mas muito bom mesmo. Eu vi que os membros do grupo tinham muita vontade de agradar, e o que dizer do frontman, Biff Byford. Um craque! Ele até aprendeu algumas palavras em castelhano, inclusive palavras de baixo calão para referir-se a certos predicados masculinos quando o público não berrava tão alto como ele queria. "O que foi, Bilbao? Vocês não têm grandes co...?". Esse cara anima até funeral...

"Heavy metal thunder", "And the band played on", "Crusader", "Denim and leather", "Princess of the night"... não faltou nenhuma das músicas mais clássicas deles, e se bem que eu senti falta de algumas das minhas músicas prediletas (por exemplo, "Solid ball of rock"), adorei a atuação deles, que pra mim foi nota "A".

Depois foi a vez do Motorhead, talvez o grupo que eu gostei menos. Não por causa da música (essa eu gosto sim), mas por causa do volume, alto demais. No fim dos 60 minutos do Motorhead, eu achava que minha cabeça ia explodir! Além disso, eles estiveram um bocadinho "frios", o que pode até ser o jeito deles sobre um cenário, mas eu tive a impressão que isso contagiou o público, que se excetuarmos os incondicionais, só se animou bem no finalzinho, quando o grupo tocou "Ace of spades".

Bem no começo, o cantor Lemmy Kilminster, com essa voz que faz com que pareça que ao invés de saliva ele tem aguardente, cumprimentou: "Good evening, Balboa"! E reparou logo no próprio erro, e disse: "I mean, Bilbao"! HAHAHAHA. Eu perdoo todos os erros desse cara!

E em terceiro e último lugar: JUDAS PRIEST! Os indiscutíveis protagonistas da noite. No momento de escrever essas palavras, faz vários minutos que estou pensando no jeito de explicar o que a gente viu, mas não consigo. Em uma palavra, foi APOTEÓSICO. Começando pelo cenário: uma decoração espetacular, um sistema de iluminação mais espetacular ainda, com "lasers" de várias cores que apontavam em todas direções, fogo, fumaça... e uns músicos que, à idade deles, parece mentira que eles ainda tenham tanta energia. Ao longo do show, houve uma coisa que eu nunca tinha visto: antes de tocar cada uma das músicas, uma imagem relacionada com o disco no qual essa música está incluida, aparecia numa tela. E o cantor, Rob Halford, dava uma pequena explicação sobre a tal música. Também gostei disso.

A cumplicidade com o público foi absoluta. Tocaram a maioria das músicas clássicas deles: "Metal Gods", "Hell bent for leather", "Breaking the law", "Electric eye", "The sentinel", "Turbo lover", "Painkiller"... e também algumas músicas bem mais recentes, para terminar o show com duas "bombas" como "You've got another thing coming" e "Living after midnight". Ao longo dos 40 anos de existência do grupo, eles lógicamente escreveram tantas músicas que sempre haverá quem sinta falta de alguma delas. Eu mesmo, por exemplo. Tomara que eles tivessem tocado "Ram it down" ou "Leather rebel", mas eu sei muito bem que é impossível satisfazer todo mundo. Não faz mal, eu continuo pensando que o show foi perfeito e... nota 10 para os deuses do metal, "Metal Gods", e grupo preferido do amigo Rubén. Um grande final para a carreira deles, sem dúvida. Judas Priest, nós sempre adoraremos vocês!

terça-feira, 15 de março de 2011

Não é que eu esteja de volta, é que nunca fui embora!


Olá, amigos!

Mais uma vez eu tenho que pedir perdão pela minha ausência. Se bem que dessa vez ela não foi devida aos meus problemas de fobia social, que diga-se de passagem, estão quase superados (graças a Deus). Não, o que aconteceu foi simples: estou "de férias" do facebook, hehe. É o seguinte:

O cansaço mental é bastante pior que o físico, e eu não gosto de cansar. Ficar o tempo todo pensando, tentando escolher o que eu vou publicar no facebook... parece que não, mas dá um trabalho danado. Ao menos pra mim. E se por acaso isso fosse pouco, facebook não dá dinheiro, hehe. Aí foi quando eu disse: chega, vou descansar. Isso foi uns dez dias atrás, e acho que já descansei o suficiente.

Eu poderia ter avisado, aliás, deveria ter avisado. O problema é que eu não sei quando é que vou tomar uma decisão desse tipo, até chegar o momento de decidir. Já vi que vocês estavam preocupados, e eu agradeço muito, ao mesmo tempo que peço perdão. Voltei com energia renovada, e espero que seja por bastante tempo. Amo vocês e tenho saudades!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aviso aos navegantes


Um dos meus defeitos é que eu sou orgulhoso demais. E uma das conseqüências de ser orgulhoso assim, é a seguinte. Quem rejeitar minha "friend request" no facebook, ou demorar muito pra me aceitar, será bloqueado. Depois não adianta mudarem de idéia, porque eles é que não vão poder ser meus amigos. Tenho dito.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fazer o quê...


Bom dia:

Como vocês já viram, e como eu já disse pro Vic quando ele me ligou sexta feira, este feriadão eu não vou pra Ourense como eu queria. O tempo está ruim demais em todo o norte da península, e mesmo que isso me chateie, acho que é mais prudente que eu não vá.

Mas até isso tem uma parte boa: estou aproveitando esses dias pra descansar. Acreditam que desde sexta feira eu só tirei o pijama pra tomar banho? Cheguei tão cansado depois de uma semana inteira trabalhando, que só agora eu me senti com vontade de sentar na frente do computador.

Pra mim é uma grande contrariedade o fato de não poder ver meus amigos da Galiza, amigos que eu tanto gosto, mas sem dúvida vamos ter mais e melhores chances de nos encontrarmos. Mais cedo do que tarde.

Paz, amor e heavy metal!

sábado, 20 de novembro de 2010

Give me a break!


Estar apaixonado é assim, é? Ficar embobado o tempo todo, "nas nuvens", sem saber falar de nada a não ser da mulher/namorada/ficante, enchendo o saco dos outros... será que não dá pra "se mostrar" à parceira na intimidade, sem incomodar? Não pensam na possibilidade da gente não querer saber dos assuntos íntimos dos outros? Pô, eu não quero ser assim quando me apaixonar, não. Que chatice... me poupem, caramba!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Foi mal


Minha viagem de férias até Ourense está em perigo. Alguns dias atrás, quase que minha mãe morre. Ela foi ao supermercado e quando voltou pra casa, sentiu-se muito cansada e mal conseguia ficar em pé. Eu perguntei por que foi que ela não me avisou pra ajudá-la, e ela disse que não queria me acordar. Levei ela ao médico e confirmou-se: não está muito bem do coração. Não pode carregar grandes pesos se não quiser arriscar a saúde. E eu não quero correr o risco de alguma coisa acontecer à minha mãe durante a viagem (se bem que ela não faria esforços que nem o daquele dia, também ficaria cansada, e quem não cansa depois de viajar 650 quilômetros de carro?). Aí, eu quero ficar o tempo todo atento à evolução dela (por isso que tem vários dias que eu não apareço no Facebook... estava bem desanimado, e ainda estou). Amanhã ela vai passar a prova do esforço pra conhecer qual é exatamente o seu estado, mas eu já estou dizendo que vai ser difícil fazer viagem alguma no que resta das férias. Talvez mais tarde, algum feriadão... irei avisando.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Fobia social


Todo mundo (e eu não sou exceção nenhuma) leva "paus" dos outros (amigos, parentes, chefes e companheiros do trabalho...). Mas nem todo mundo tem a mesma capacidade de resistir essas pauladas. Há quem parece masoquista e levanta de novo, e outra vez, e mais uma vez... assim até o infinito. Eu não. Quando eu chego ao limite, digo "acabou", e todo aquele que me encheu o saco deixa de existir pra mim. Tanto faz se ele é Deus ou o último dos mendigos.

Diz-se que "o que não te mata, fortalece-te", e deve ser verdade, se bem que esse "efeito" não é o mesmo em todas as pessoas. Cansado de só levar decepções, desde algum tempo atrás eu estou percebendo que, se pensar friamente, ficar sozinho é o melhor jeito de não me zangar com ninguém. Não digo que no começo isso não fosse difícil, mas quando eu me acostumei a estar sozinho, comecei a me sentir melhor. Mais confortável.

Não é que eu sempre esteja só... também não fico trancado em casa pra não chegar perto de outras pessoas. Nada disso. Eu saio, passeio, entro em bares... como quase todo mundo. Mas nunca procuro ninguém, isso é o que eu quero dizer (a única pessoa cuja companhia eu sermpre quero ter, é minha mãe). Claro que existem exceções, mas eu falo básicamente do dia a dia.

Comecei a gostar cada vez mais da nova situação, e um dia pensei: "Posso até gostar disso, mas não parece normal". Toda a gente que eu conheço tem muitos amigos. Ao menos eu sempre os vejo acompanhados, como se a natureza humana fosse essa mesma... como se o objetivo principal fosse não ficar só. Comecei a procurar alguma coisa que explicasse aquilo, e levei uma surpresa quando vi que eu tinha uma espécie de doença psicológica.

Sim, pode ser que eu tenha dois ou três sintomas típicos de uma coisa chamada "fobia social" (se quiserem saber melhor o que é, eu li na wikipédia). O negócio é que eu tenho a sensação de estar desenvolvendo esses sintomas. Por exemplo: se eu sou obrigado a dividir o elevador, fico furioso. Ou se eu vejo a mesma pessoa várias vezes em pouco tempo (a não ser que eu tenha marcado com ela). Normalmente não gosto de estar com outras pessoas, entre outros motivos, pra não dar-lhes chance de me decepcionar. Repito: não importa a condição dessas pessoas.

Isso não acontece somente na vida real, como também no "mundo virtual". Tenho três blogs abandonados, duas contas no orkut, uma no facebook e outra no twitter. Em outros tempos, quando eu "sumia" do pedaço, botava mil e um pretextos pra explicar esses meus sumiços. Mas as minhas explicações eram sinceras, quer dizer, eu achava que aquilo era o que realmente acontecia comigo. E isso era porque eu ainda não conhecia o verdadeiro motivo. Tudo isso não resolve o abandono dos meus cantinhos da internet, mas agora eu estou mais tranqüilo porque conheço o verdadeiro motivo. Só me resta saber: será que eu quero lutar contra essa situação?

Enquanto isso, se tiverem tempo e vontade, eu ficaria muito feliz se vocês me dessem uma forcinha. Não é porque eu estou sumido que eu gosto menos de vocês, ou penso menos em vocês. Muito pelo contrário.

Até breve!